segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Pintura

Já que a pintura é uma criação humana e, como tal, é a realização da imaginação humana, ela é espiritual; isto é, ela mostra o que significa ser humano. Essas coisas são comunicadas, pois a arte também é comunicação. Tudo o que é humano testifica do que é humano, pois o que é humano nunca é neutro, vazio. A pintura é carregada de significado. Quanto melhor ela for, mais isso será verdadeiro. Quanto entendemos um pouco de arte, sabemos que as técnicas - são escolhidas para ajudar a expressar o que se quer. Então, o espiritual e o material estão necessariamente interconectados .
(A Arte Não Precisa de Justificativa, H. R. Rookmaaker, Ed. Ultimato, pg. 46)

Arte

Deus deu a humanidade a habilidade de fazer coisas belas: compor músicas, escrever poemas, produzir e decorar coisas. As possibilidades artísticas existem para serem percebidas e executadas por nós e para receberem uma forma concreta. Deus deu isso à humanidade e seu sentido esta exatamente nessa doação. É algo dado por Deus, quem tem de ser feito por meio dele, ou seja, por meio dos talentos que ele dá, em obediência e em amor a ele e as pessoas. É assim que a arte é devolvida como oferta a Deus.
(A Arte Não Precisa de Justificativa, H. R. Rookmaaker, Ed. Ultimato, pg. 46)

sábado, 24 de dezembro de 2011

O que é Cultura?

"...cultura não é uma preocupação secundária, mas, sim relacionada a verdadeira essência do homem, criado a imagem de Deus, e, sendo o homem um ser essencialmente religioso, é uma expressão de seu relacionamento com Deus, ou seja, de sua religião".
(O Conceito Calvinista de Cultura, Henry R. Van Til, pg. 9)

O relacionamento entre religião e cultura

O Calvinismo sempre sustentou que Deus apresenta sua reivindicação pela integralistas do ser humano. A religião, para o calvinista, é uma aventura radical, já que controla a raiz da existência do homem e dela permeia todo o seu mundo funcional. A religião como é pré-funcional, e o culto do homem é apenas uma função dessa religião, sob a administração da igreja.
(O Comceito Calvinista de Cultura, Henry R. Van Til, pg. 46)

O conceito de Cultura 1

O homem é um ser espiritual e, por ser assim constituído, vive em um relacionamento de aliança com Deus. Dessa forma, ele é moralmente responsável por suas ações e tem o dever de buscar oo bem; é, também, racionalmente capaz de compreender o significado da vida e tem o dever de operar na esfera da verdade; é uma criatura cultural, capaz e chamado para recriar, reproduzir, formar artisticamente e moldar a criação à sua vontade, com o dever de atuar na esfera do poder, de buscar harmonia e bele e de ter domínio sobre a terra. Essa criatura fantástica é uma réplica, uma analogia da unidade triúna abençoada que o criou. Assi, o homem como criatura racional reflete o Filho eterno, que é a Verdade, a Sabedoria e a Revelação de Deus. Como criatura moral, atuando na esfera do santo, o homem é um reflexo do Espírito de santidade e de santificação, por meio de quem todas as coisas são inspiradas e revigoradas. E, como criatura cultural, o homem é análogo ao Pai, que é o Rei para sempre, que criou o mundo por seu poder. No entanto, o homem opera nessas diversas esferas na unidade de seu ofício, como representante de Deus. Dessa forma, o homem foi colocado neste mundo, criado para ter domínio para governar sobre tudo por amor a Deus. Esse era o seu ofício, sua responsabilidade, sua obrigação. Esse ofício tem três facetas: profeta, sacerdote e rei, as quais jamais podem operar em separado, mas somente em unidade e acordo. Ora, o homem que, como profeta, conhece a verdade e, como sacerdote, ama seu Deus, é chamado de rei para subjulgar o universo e ter domínio sobre ele”.
(O Conceito Calvinista de Cultura, Henry R. Van Til, pg. 34)

O relacionamento entre religião e cultura 1

O Breve Catecismo de Westminster apresenta, no início, que o fim maior do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. No entanto, mesmo parecendo algo de outro mundo para algumas pessas, os presbiterianos interpretam esse fato na Bíblia da seguinte maneira: o homem deve servir a Deus em seu chamado diário, o que é o conteúdo da religião. Esse serviço só pode ser expresso por meio da atividade cultural do homem, que dá expressão a sua fé religiosa. Agora, a fé é a função do coração, e do coração procedem as fontes da vida (Pv 4:23), Esse é o princípio de uma psicologia biblicamente orientada.
(O Conceito Calvinista de Cultura, Henry R. Van Til, pg. 41)

O relacionamento entre religião e cultura 2

“...há duas atividades distintas enraizadas na religião: culto e cultura, adoração e trabalho, ora et labora (orar e trabalhar), aspiração e transpiração. E não só nossa aspiração deve estar sob a inspiração do Espírito, como também nossa transpiração; cada partícula de energia gasta, física ou mental, deve ser no serviço de Deus, portanto inspirado. Essa é a essência da religião verdadeira: a fé deve informar o ser em sua integralidade. Restringir a religião tanto ao aspecto de adoração quanto ao de serviço é quebrar aquilo que Deus colocou junto, pois Deus, o Senhor, exige ambos, adoração e trabalho; religião consiste em culto e cultura”.
(O Conceito Calvinista de Cultura, Henry R. Van Til, pg. 45)

O conceito de Cultura

“...no estado de retidão o homem tem o impulso (vontade), o chamado (dever), o privilegio (possibilidade) e também o poder (habilidade) para executar o mandado criativo de Deus. Pelo pecado, ele perdeu essa motivação e, em consequência disso, o objetivo de sua cultura e pervertido. Em vez de servir a Deus, ele agora serve a si mesmo. Isso e idolatria e rebelião. Em tudo que faz, vive no pecado, de modo que até mesmo o trabalho do ímpio de lavrar a terra e pecado (Pv 21:4). Como vive em inimizade com seu Criador, ele e um rebelde no exercito, e um invasor nas matas; como não deseja dar aquilo que deve ao Criador, então esta em uma cultura apostata. Mas, em Cristo, todas as coisas são reconciliadas com o Pai (Cl 1: 14), inclusive a cultura. Cristo e o grande renovador da vida; ele restaura a religião verdadeira. A cultura que, nas palavras de T. S. Eliot, e a "religião vivida", e também restaurada já que ela e a forma que a religião toma na vida dos homens".
O Conceito Calvinista de Cultura, Henry R. Van Til, pg.39)

“A cultura dos devotos 7”

“Na Europa luterana, ainda havia espaço para a imagem devota: pinturas de Lutero, ilustrações de episódios da Bíblia (em particular do Novo Testamento) ou emblemas, como as ilustrações em A verdadeira Cristandade e Jardim do Paraíso, de Arndt, que inspiraram muitos murais em igrejas alemãs ou suecas, ou mesmo quadros do Juízo Final ou dos tormentos do Inferno. Na Europa calvinista, porém, as paredes das igrejas eram brancas e nuas. O teto, o púlpito ou os monumentos fúnebres podiam ser decorados, mas o vocabulário ornamental se reduzia a poucos termos simples: flores, querubins, lembretes da mortalidade, como ampuletas e caveiras, ou emblemas, como o grou com uma pedra no pé, simbolizando a vigilância. Mesmo na área luterana como na calvinista, muitas vezes vê-se que a igreja ou templo é decorado com textos. Lutero recomendava que os muros dos cemitérios fossem pintados não com imagens, mas com textos, como “Sei que meu Redentor vive”/ Podemos encontrar os Dez Mandamentos expostos em dois quadros, um em cada lado da abóbada do coro, ou um “retábulo de catecismo” inscrito com mandamentos, o pai-nosso e o credo, ou textos da Bíblia pintados no púlpito, ou nas traves do forro da igreja; pois “o Céu e a Terra passarão: mas minhas palavras não passarão” (Lucas 21). Num grau muito maior do que os católicos, a cultura protestante era uma cultura da Palavra”.
(Cultura Popular na Idade Moderna”, Peter Burke, Companhia das Letras, pg. 306)

“A cultura dos devotos 6”

“Nos ofícios calvinistas, os salmos eram os únicos textos que podiam ser cantados, mas isso não impedia que os calvinistas escrevessem hinos para serem cantados fora da igreja”.
(Cultura Popular na Idade Moderna”, Peter Burke, Companhia das Letras, pg. 304)

“A cultura dos devotos 5”

“Calvino pretendera que alguns dos seus tratados em francês fossem lidos por artesãos, que constituíam o maior grupo social da Igreja Reformada naquela época; na introdução aos seus tratados contra os anabatistas, ele explica que o propósito do texto era mostrar aos que, entre os fiéis, são “rudes et sans lettres” (provavelmente pouco instruídos, e não analfabetos); como eram perigosos os anabatistas”.
(Cultura Popular na Idade Moderna”, Peter Burke, Companhia das Letras, pgs. 302, 303)

“A cultura dos devotos 4”

“A cultura protestante era a cultura do sermão. Os sermões podiam durar horas e constituir uma grande experiência emocional, envolvendo a participação da audiência, com exclamações, suspiros ou lágrimas dos membros da congregação”.
(Cultura Popular na Idade Moderna”, Peter Burke, Companhia das Letras, pg. 302)

“A cultura dos devotos 3”

“Primordial para a cultura popular protestante era o catecismo, um livrinho contendo informações elementares sobre a doutrina religiosa. Os catecismos existiam antes da Reforma: sua novidade era a de apresentar a matéria em forma de perguntas e respostas, tornando fåcil difundir — e testar — o conhecimento religioso. Exemplos famosos são o pequeno catecismo de Lutero, de 1529, o catecismo de Calvino (principalmente em sua versão revista de 1542) e o catecismo de Heidelberg de 1563”.
(Cultura Popular na Idade Moderna”, Peter Burke, Companhia das Letras, pg. 301)

“A cultura dos devotos 2”

“Para os protestantes, a grande prioridade era tornar a Bíblia acessível às pessoas simples, numa linguagem que elas pudessem entender. Lutero insistiu nesse ponto com seu modo enérgico: “É preciso perguntar à mãe, em casa, às crianças, nas ruas, e ao homem comum, na praça do mercado, ouvir de suas próprias bocas como eles falam, e traduzir em consonância com isso”. Ele publicou seu Novo Testamento em alemão em 1522, e a Bíblia completa em 1534, e seu exemplo foi logo seguido em outras áreas protestantes”.
(Cultura Popular na Idade Moderna”, Peter Burke, Companhia das Letras, pg. 299)

“A cultura dos devotos 1”

“os devotos tentara criar uma nova cultura popular; Lutero, por exemplo, organizou uma coletânea de hinos, “para dar aos jovens (...) algo que os afaste das baladas de amor e versos carnais, e ensine-lhes algo de valor em lugar destes”. (Cultura Popular na Idade Moderna”, Peter Burke, Companhia das Letras pg. 299)

Os reformadores e a cultura popular

“É verdade que Lutero encarava com relativa simpatia as tradições populares. Não se opunha totalmente a imagens ou santos, e não era um inimigo do Carnaval ou Johannisnacht: “Que os meninos tenham seus divertimentos” era a sua atitude”. (pg. 293)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

desenvolvimento

Todo homem é livre para subir tanto quanto puder ou quiser, porém ele só sobe na medida em que utiliza sua mente. O trabalho braçal em si não vai além do momento. O homem que só realiza trabalho braçal consome o valor material equivalente ao da própria contribuição ao processo de produção e não gera mais nenhum valor, nem para si próprio nem para os outros. Mas o que produz uma ideia em qualquer campo no domínio da razão – o homem que desenvolve novos conhecimentos – será para sempre um benfeitor da humanidade.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III)

propósito do governo

O único objetivo correto de um governo é proteger os direitos do homem, ou seja: protegê-lo da violência física. Um governo correto é apenas um policial, atuando como agente da legítima defesa do homem, e, como tal, pode recorrer à força apenas contra aqueles que tomam a iniciativa de usar à força. As únicas funções corretas de um governo são: a polícia, para proteger o cidadão dos criminosos; o exército, para proteger o cidadão de invasores estrangeiros; e os tribunais, para proteger a propriedade e os contratos das violações e fraudes, para resolver disputas por meio de regras racionais, de acordo com leis objetivas.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 388)

propriedade, riqueza e inteligência

Toda propriedade e todas as formas de riqueza são produzidas pela mente e pelo trabalho do homem. Do mesmo modo que não se pode ter efeitos sem causas, também não se pode ter riqueza sem a sua fonte: a inteligência. Não se pode forçar a inteligência a trabalhar: aqueles que têm capacidade de pensar não trabalham sob compulsão; os que se submetem não produzem muito mais do que o preço do chicote necessário para mantê-los escravizados. Só se pode adquirir os produtos de uma mente aceitando as condições do proprietário, por meio do comércio e do consentimento voluntário. Qualquer outra política em relação à propriedade do homem é uma política de criminosos, independentemente do número de pessoas que a defendam.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 387)

o conquistador

Qual é o conquistador da realidade física: o homem que dorme numa cama de pregos ou o que dorme num colchão de molas? Qual é o monumento ao triunfo do espírito humano sobre a miséria: os barracos imundos à margem do Gandes ou os arranha-céus de Nova York?
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 376)

a falência moral do homem e a justiça

Somente o bem pode sair perdendo quando a justiça é fraudada, e somente o mal pode lucrar – e que no fundo do buraco no fim daquele caminho, o ato da falência moral, é punir os homens por suas virtudes e recompensá-los por seus vícios, que esa é a entrega à depravação total, a missa negra do culto à morte, a dedicação da consciência à destruição da existência.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 342)

conhecer para sobreviver

O homem só pode sobreviver adquirindo conhecimento, e a razão é seu único meio de conseguir tal coisa. A razão é a faculdade que percebe, identifica e integra os dados fornecidos pelos sentidos do homem. A tarefa dos sentidos é dar a ele a prova de que ele existe, porém a tarefa de identificar sua existência cabe à sua razão. Seus sentidos lhe dizem apenas que algo é, mas sua mente tem que aprender o que aquilo que é é.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 339)

valor e virtude

Um ser cuja consciência tem poder de escolha não possui um curso automático de comportamento. Ele precisa de um código de valores para orientar seus atos. “Valor” é aquilo que se age para ganhar ou se conservar, “virtude” é o ato por meio do qual se ganha ou se conserva o valor. “Valor” pressupõe uma resposta à pergunta: Valor para quem e porquê? Pressupõe um padrão, um objetivo e a necessidade de ação em oposição a uma alternativa. Onde não há alternativas não pode haver valores.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 335)

conhecimento e sobrevivência

A mente do homem é o instrumento básico se sua sobrevivência. A vida lhe é concedida, mas não a sobrevivência. Seu corpo lhe é concedido, mas não o seu sustento. Sua mente lhe é concedida, mas não o seu conteúdo. Para permanecer vivo, ele tem de agir, e, para que possa agir, tem de conhecer a natureza e o propósito de sua ação. Ele não pode se alimentar sem conhecer qual é seu alimento e como tem de agir para obtê-lo. Não pode cavar um buraco, nem construir um cíclotron, sem conhecer seu objetivo e os meios de atingí-lo. Para permanecer vivo, ele tem de pensar.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 334)

virtude e competência

… Então vi que todo o sistema industrial do mundo, com todas as suas máquinas magníficas, seus alto-fornos de milhares de toneladas, seus cabos oceânicos, seus escritórios de mogno, suas bolsas de valores, seus anúncios luminosos, seu poder, sua riqueza – Tudo aquilo era administrado não por banqueiros e diretores, mas por qualquer rosto inchado de malícia que pregasse que a virtude deve ser castigada por ser virtude, que o objetivo da capacidade é servir a incompetência, que o homem só tem o direito de existir para o bem dos outros…
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 77)

o poder mais elevado

… foi graças apenas a esses homens que a humanidade aprendeu a experimentar aqueles momentos em que foi possível captar a glória de ser humana, e foi apenas o somatório desses momentos que tornou possível sua sobrevivência. Foi o homem que usava a mente que lhe ensinou a fazer o pão, a curar feridas, a forjar armas e a construir a cadeia na qual o jogaram. Ele foi o homem de energia extravagante e generosidade imprudente que sabia que a estagnação não é o destino do homem, que a impotência não é sua natureza, que o engenho de sua mente é seu poder mais nobre e mais elevado.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 48)

dignidade

“…não existe trabalho miserável, apenas homens miseráveis que não se dispõem a trabalhar”
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 29)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

felicidade

… a felicidade é o objetivo da existência, não algo que se encontre por acaso, e sim algo a ser atingido por meio de uma realização, e o ato de traição é deixar que a visão da felicidade se perca no pântano de uma tortura momentânea.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 249)