Enriquecendo-se os cidadãos ingleses, o comércio contribui para torná-los mais livres, e, por sua vez, a liberdade ampliou o comércio.
(Voltaire, Os Pensadores, pg. 16)
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
liberdade e escravidão
Eis uma diferença mais essencial entre Roma e a Inglaterra, vantajosa para esta última: em Roma, o fruto das guerras civis foi a escravidão, na Inglaterra, a liberdade.
(Voltaire, Os Pensadores, pg. 13)
(Voltaire, Os Pensadores, pg. 13)
a importância das instituições na democracia
…penso que, se não se chegar a introduzir pouco a pouco e a fundar enfim entre nós instituições democráticas e se se renunciar a dar a todos os cidadãos ideias e sentimentos que primeiro os preparam para a liberdade e, em seguida, permita-lhes fazer uso desta, não haverá independência para ninguém, nem para o burguês, nem para o aristocrata, nem para o pobre, nem para o rico, mas uma tirania igual para todos; e prevejo que, se não se conseguir, com o tempo, fundar entre nós o império pacato da maioria, chegaremos cedo ou tarde ao poder ilimitado de um só.
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, vol. I, pg. 371)
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, vol. I, pg. 371)
defeito e virtude da democracia
A vontade democrática é mutável; seus agentes, grosseiros; suas leis, imperfeitas; concedo. Mas, se fosse verdade que logo não devesse existir nenhum intermediário entre o império da democracia e o jugo de um só, não deveríamos tender antes a um, em vez de nos submeter voluntariamente a outro? E, se fosse necessário enfim chegar a uma igualdade completa, não seria melhor deixar-se nivelar pela liberdade do que por um déspota?
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, vol. I, pg. 371)
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, vol. I, pg. 371)
as instituições e a nossa liberdade
Não seria necessário considerar o desenvolvimento gradual das instituições e dos costumes democráticos não como o melhor, mas como o único meio que nos resta de ser livres? E, sem amar o governo da democracia, não ficariam as pessoas dispostas a adotá-lo como o remédio de melhor aplicação e mais honesto que possam opor aos males presentes da sociedade.
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, vol I, pg. 370)
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, vol I, pg. 370)
vícios e virtudes
Feliz terra o novo mundo, onde os vícios do homem são quase tão úteis à sociedade quanto suas virtudes.
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, Livro I, pg. 334)
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, Livro I, pg. 334)
limites da democracia: o individual e o coletivo
…o que é a maioria tomada coletivamente, senão um indivíduo que tem opiniões e, na maioria dos casos, interesses contrários a outro indivíduo, denominado minoria? Ora, se você admitir que um homem investido da onipotência pode abusar dela contra seus adversários, por que não admite a mesma coisa para uma maioria? Os homens, reunindo-se, mudaram de caráter? Tornaram-se mais pacientes diante dos obstáculos tornando-se mais fortes? Quanto a mim, não poderia acreditar em tal coisa; o poder de fazer tudo, que recuso a um só de meus semelhantes, nunca vou conceder a muitos.
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, Livro I, pg. 295)
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, Livro I, pg. 295)
vícios e virtudes
Feliz terra o novo mundo, onde os vícios do homem são quase tão úteis à sociedade quanto suas virtudes.
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, Livro I, pg. 334)
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, Livro I, pg. 334)
paixões
As paixões que agitam mais profundamente os americanos são as comerciais, não as políticas; ou, antes, eles transpõem à política os hábitos do negócio. Gostam da ordem, sem a qual os negócios não poderiam prosperar, e apreciam particularmente a regularidade dos costumes, que funda as boas casas; preferem o bom senso que cria as grandes fortunas ao gênio que não raro as dissipa.
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, Livro I, pg. 335)
(Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, Livro I, pg. 335)
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