(O Conceito Calvinista de Cultura, Henry R. Van Til, pg. 9)
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sábado, 24 de dezembro de 2011
O que é Cultura?
"...cultura não é uma preocupação secundária, mas, sim relacionada a verdadeira essência do homem, criado a imagem de Deus, e, sendo o homem um ser essencialmente religioso, é uma expressão de seu relacionamento com Deus, ou seja, de sua religião".
O relacionamento entre religião e cultura
O Calvinismo sempre sustentou que Deus apresenta sua reivindicação pela integralistas do ser humano. A religião, para o calvinista, é uma aventura radical, já que controla a raiz da existência do homem e dela permeia todo o seu mundo funcional. A religião como é pré-funcional, e o culto do homem é apenas uma função dessa religião, sob a administração da igreja.
(O Comceito Calvinista de Cultura, Henry R. Van Til, pg. 46)
O conceito de Cultura 1
O homem é um ser espiritual e, por ser assim constituído, vive em um relacionamento de aliança com Deus. Dessa forma, ele é moralmente responsável por suas ações e tem o dever de buscar oo bem; é, também, racionalmente capaz de compreender o significado da vida e tem o dever de operar na esfera da verdade; é uma criatura cultural, capaz e chamado para recriar, reproduzir, formar artisticamente e moldar a criação à sua vontade, com o dever de atuar na esfera do poder, de buscar harmonia e bele e de ter domínio sobre a terra. Essa criatura fantástica é uma réplica, uma analogia da unidade triúna abençoada que o criou. Assi, o homem como criatura racional reflete o Filho eterno, que é a Verdade, a Sabedoria e a Revelação de Deus. Como criatura moral, atuando na esfera do santo, o homem é um reflexo do Espírito de santidade e de santificação, por meio de quem todas as coisas são inspiradas e revigoradas. E, como criatura cultural, o homem é análogo ao Pai, que é o Rei para sempre, que criou o mundo por seu poder. No entanto, o homem opera nessas diversas esferas na unidade de seu ofício, como representante de Deus. Dessa forma, o homem foi colocado neste mundo, criado para ter domínio para governar sobre tudo por amor a Deus. Esse era o seu ofício, sua responsabilidade, sua obrigação. Esse ofício tem três facetas: profeta, sacerdote e rei, as quais jamais podem operar em separado, mas somente em unidade e acordo. Ora, o homem que, como profeta, conhece a verdade e, como sacerdote, ama seu Deus, é chamado de rei para subjulgar o universo e ter domínio sobre ele”.
(O Conceito Calvinista de Cultura, Henry R. Van Til, pg. 34)
O relacionamento entre religião e cultura 1
O Breve Catecismo de Westminster apresenta, no início, que o fim maior do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. No entanto, mesmo parecendo algo de outro mundo para algumas pessas, os presbiterianos interpretam esse fato na Bíblia da seguinte maneira: o homem deve servir a Deus em seu chamado diário, o que é o conteúdo da religião. Esse serviço só pode ser expresso por meio da atividade cultural do homem, que dá expressão a sua fé religiosa. Agora, a fé é a função do coração, e do coração procedem as fontes da vida (Pv 4:23), Esse é o princípio de uma psicologia biblicamente orientada.
(O Conceito Calvinista de Cultura, Henry R. Van Til, pg. 41)
O relacionamento entre religião e cultura 2
“...há duas atividades distintas enraizadas na religião: culto e cultura, adoração e trabalho, ora et labora (orar e trabalhar), aspiração e transpiração. E não só nossa aspiração deve estar sob a inspiração do Espírito, como também nossa transpiração; cada partícula de energia gasta, física ou mental, deve ser no serviço de Deus, portanto inspirado. Essa é a essência da religião verdadeira: a fé deve informar o ser em sua integralidade. Restringir a religião tanto ao aspecto de adoração quanto ao de serviço é quebrar aquilo que Deus colocou junto, pois Deus, o Senhor, exige ambos, adoração e trabalho; religião consiste em culto e cultura”.
(O Conceito Calvinista de Cultura, Henry R. Van Til, pg. 45)
sábado, 20 de novembro de 2010
teoria e prática
Desde o início, a religião teve de cumprir uma função teórica e uma função prática. A religião traz em si uma cosmologia e uma antropologia; responde à questão da origem do mundo e da origem da sociedade humana, e deriva desta origem os deveres e as obrigações do homem.
(Ernst Cassirer, Ensaio Sobre o Homem)
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