sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

a inutilidade da arte

“Podemos perdoar a um homem por haver feito uma coisa útil, contando que não a admire. A única desculpa de haver feito uma coisa inútil é admirá-la intensamente. Toda arte é inútil”
(Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray, pg. 10)

ato de criação

“Seja uma sinfonia ou uma mina de carvão, todo trabalho é um ato de criação que vem da mesma fonte: a capacidade íntegraa de ver com os próprios olhos, ou seja, a capacidade de realizar uma identificação racional, isto é, a capacidade de ver, relacionar e fazer o que antes não era visto, relacionado nem feito. A visão fulgurante que, segundo dizem, pertence àqueles que fazem sinfonias e romances — o que eles imaginam ser, o que impulsiona os homens que descobriram como utilizar o petróleo, como explorar uma mina, como elaborar um moto elétrico? Aquele fogo sagrado que dizem arder nos músicos e nos poetas — o que ele imaginam que leve um industrial a desafiar todo mundo para lançar um novo metal, a agir como os inventores do avião, os construtores das ferrovias, os descobridores de micróbios ou de continentes de todas as épocas? Uma dedicação intransigente à busca da verdade. Já ouviu os moralistas e os amantes das artes de qualquer século falarem sobre a instransigente dedicação do artista à busca da verdade?”
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 94)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

sustentado a vida humana

“…nós, a quem os assassinos do espírito humano chamam de “materialistas”, somos os únicos que sabemos como é o valor dos objetos materiais enquanto tais, porque somos nós que lhes emprestamos valor e significado: podemos nos permitir abrir mão deles, por algum tempo, para redimir algo muito mais precioso. Nós somos a alma; as ferrovias, as minas de cobre e os poços de petróleo são o corpo – as entidades vivas que funcionam dia e noite, como nossos corações, cumprindo a tarefa sagrada de sustentar a vida humana, porém somente enquanto forem a manifestação, a recompensa e a propriedade da realização humana. Sem nós, são como cadáveres, e só produzem veneno, em vez de riquezas e alimentos, o veneno da desintegração que transforma os homens em bandos de comedores de carniça”.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, volume 2, pg. 302, Editora Sextante)