(Adam Smith, A Riqueza das Nações, pg. 155-156)
sábado, 20 de novembro de 2010
liberdade para trabalhar
A mais sagrada e a mais inviolável de todas as propriedades é a do próprio trabalho, porque ela é o fundamento originário de todas as outras propriedades. O patrimônio de um homem pobre reside na força e na destreza de suas mãos, e impedí-lo de empregar essa força e destreza da maneira que julga apropriada, desde que não cause prejuízo a seu próximo, constitui violação manifesta da mais sagrada propriedade. Trata-se de uma flagrante usurpação da lícita liberdade, tanto do trabalhador como dos que estariam dispostos a dar-lhe trabalho; é impedir, a um só tempo, o primeiro de trabalhar no que julgar conveniente, e os últimos, de empregar quem melhor lhes pareça. Decerto se pode confiar na prudência do empregador para julgar se o trabalhador que escolhe é adequado para o emprego, porque isso lhe interessa diretamente. Essa afetada preocupação do legislador em impedir que se empreguem pessoas incapazes é evidentemente tão absurda como opressiva.
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