Todo homem é livre para subir tanto quanto puder ou quiser, porém ele só sobe na medida em que utiliza sua mente. O trabalho braçal em si não vai além do momento. O homem que só realiza trabalho braçal consome o valor material equivalente ao da própria contribuição ao processo de produção e não gera mais nenhum valor, nem para si próprio nem para os outros. Mas o que produz uma ideia em qualquer campo no domínio da razão – o homem que desenvolve novos conhecimentos – será para sempre um benfeitor da humanidade.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III)
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
propósito do governo
O único objetivo correto de um governo é proteger os direitos do homem, ou seja: protegê-lo da violência física. Um governo correto é apenas um policial, atuando como agente da legítima defesa do homem, e, como tal, pode recorrer à força apenas contra aqueles que tomam a iniciativa de usar à força. As únicas funções corretas de um governo são: a polícia, para proteger o cidadão dos criminosos; o exército, para proteger o cidadão de invasores estrangeiros; e os tribunais, para proteger a propriedade e os contratos das violações e fraudes, para resolver disputas por meio de regras racionais, de acordo com leis objetivas.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 388)
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 388)
propriedade, riqueza e inteligência
Toda propriedade e todas as formas de riqueza são produzidas pela mente e pelo trabalho do homem. Do mesmo modo que não se pode ter efeitos sem causas, também não se pode ter riqueza sem a sua fonte: a inteligência. Não se pode forçar a inteligência a trabalhar: aqueles que têm capacidade de pensar não trabalham sob compulsão; os que se submetem não produzem muito mais do que o preço do chicote necessário para mantê-los escravizados. Só se pode adquirir os produtos de uma mente aceitando as condições do proprietário, por meio do comércio e do consentimento voluntário. Qualquer outra política em relação à propriedade do homem é uma política de criminosos, independentemente do número de pessoas que a defendam.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 387)
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 387)
o conquistador
Qual é o conquistador da realidade física: o homem que dorme numa cama de pregos ou o que dorme num colchão de molas? Qual é o monumento ao triunfo do espírito humano sobre a miséria: os barracos imundos à margem do Gandes ou os arranha-céus de Nova York?
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 376)
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 376)
a falência moral do homem e a justiça
Somente o bem pode sair perdendo quando a justiça é fraudada, e somente o mal pode lucrar – e que no fundo do buraco no fim daquele caminho, o ato da falência moral, é punir os homens por suas virtudes e recompensá-los por seus vícios, que esa é a entrega à depravação total, a missa negra do culto à morte, a dedicação da consciência à destruição da existência.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 342)
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 342)
conhecer para sobreviver
O homem só pode sobreviver adquirindo conhecimento, e a razão é seu único meio de conseguir tal coisa. A razão é a faculdade que percebe, identifica e integra os dados fornecidos pelos sentidos do homem. A tarefa dos sentidos é dar a ele a prova de que ele existe, porém a tarefa de identificar sua existência cabe à sua razão. Seus sentidos lhe dizem apenas que algo é, mas sua mente tem que aprender o que aquilo que é é.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 339)
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 339)
valor e virtude
Um ser cuja consciência tem poder de escolha não possui um curso automático de comportamento. Ele precisa de um código de valores para orientar seus atos. “Valor” é aquilo que se age para ganhar ou se conservar, “virtude” é o ato por meio do qual se ganha ou se conserva o valor. “Valor” pressupõe uma resposta à pergunta: Valor para quem e porquê? Pressupõe um padrão, um objetivo e a necessidade de ação em oposição a uma alternativa. Onde não há alternativas não pode haver valores.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 335)
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 335)
conhecimento e sobrevivência
A mente do homem é o instrumento básico se sua sobrevivência. A vida lhe é concedida, mas não a sobrevivência. Seu corpo lhe é concedido, mas não o seu sustento. Sua mente lhe é concedida, mas não o seu conteúdo. Para permanecer vivo, ele tem de agir, e, para que possa agir, tem de conhecer a natureza e o propósito de sua ação. Ele não pode se alimentar sem conhecer qual é seu alimento e como tem de agir para obtê-lo. Não pode cavar um buraco, nem construir um cíclotron, sem conhecer seu objetivo e os meios de atingí-lo. Para permanecer vivo, ele tem de pensar.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 334)
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 334)
virtude e competência
… Então vi que todo o sistema industrial do mundo, com todas as suas máquinas magníficas, seus alto-fornos de milhares de toneladas, seus cabos oceânicos, seus escritórios de mogno, suas bolsas de valores, seus anúncios luminosos, seu poder, sua riqueza – Tudo aquilo era administrado não por banqueiros e diretores, mas por qualquer rosto inchado de malícia que pregasse que a virtude deve ser castigada por ser virtude, que o objetivo da capacidade é servir a incompetência, que o homem só tem o direito de existir para o bem dos outros…
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 77)
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 77)
o poder mais elevado
… foi graças apenas a esses homens que a humanidade aprendeu a experimentar aqueles momentos em que foi possível captar a glória de ser humana, e foi apenas o somatório desses momentos que tornou possível sua sobrevivência. Foi o homem que usava a mente que lhe ensinou a fazer o pão, a curar feridas, a forjar armas e a construir a cadeia na qual o jogaram. Ele foi o homem de energia extravagante e generosidade imprudente que sabia que a estagnação não é o destino do homem, que a impotência não é sua natureza, que o engenho de sua mente é seu poder mais nobre e mais elevado.
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 48)
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 48)
dignidade
“…não existe trabalho miserável, apenas homens miseráveis que não se dispõem a trabalhar”
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 29)
(Ayn Rand, A Revolta de Atlas, livro III, pg. 29)
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